Mudança estratégica do Governo de MT permite que famílias de classe média também acessem subsídios para a casa própria.
O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quinta-feira (23 de abril de 2026) uma atualização significativa nas regras do programa Ser Família Habitação. A principal novidade é a ampliação da faixa de renda permitida para os beneficiários, que agora passa a atender famílias com rendimentos brutos de até R$ 13.200,00. Anteriormente focado apenas em faixas de renda mais baixas, o programa estende o braço social do Estado para contemplar também a classe média, facilitando o acesso ao crédito imobiliário e à casa própria.
Idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes e executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em parceria com a MT Participações e Projetos (MT-PAR), o programa oferece subsídios que podem chegar a R$ 20 mil para o pagamento da entrada do imóvel. Com a nova faixa de renda, o governo estadual busca reduzir o déficit habitacional em municípios polos, onde o custo do metro quadrado e a demanda por habitação cresceram exponencialmente acompanhando o boom do agronegócio.
Impactos no Mercado Imobiliário
A ampliação da faixa de renda gera um reflexo imediato na economia e no setor da construção civil:
- Aumento da Demanda: Um contingente muito maior de famílias cuiabanas e do interior passa a estar apto ao subsídio, o que deve acelerar as vendas de empreendimentos financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida (FGTS).
- Fomento à Construção Civil: Com mais compradores qualificados, as construtoras tendem a lançar novos projetos, gerando emprego e renda em todo o estado.
- Redução de Juros: A parceria com a Caixa Económica Federal garante taxas competitivas, que somadas ao aporte do governo estadual, tornam a parcela do imóvel mais barata que o valor de um aluguer médio.
Gestão e Continuidade Política
Para o governador Otaviano Pivetta, a ampliação do Ser Família Habitação demonstra a solidez fiscal do estado, permitindo investimentos que vão além da infraestrutura pesada. Ao incluir famílias com renda de até R$ 13 mil, o governo atende a uma demanda antiga dos servidores públicos e trabalhadores do setor de serviços que, embora possuam renda estável, encontram dificuldades em acumular o valor necessário para a entrada do financiamento.
A medida é vista também como um acerto estratégico de Mauro Mendes (ex-governador e agora pré-candidato ao Senado), que deixou o projeto estruturado para que Pivetta pudesse colher os frutos sociais e eleitorais de um programa que toca diretamente no sonho da dignidade familiar.

