A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de São José do Xingu, deflagrou uma operação para cumprir mandados de prisão contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos em crimes de roubo majorado e intimidação de vítimas. As investigações apontam que o grupo utilizava armas de fogo e extrema violência para subtrair bens e, posteriormente, ameaçava as vítimas e testemunhas para evitar denúncias às autoridades. A ação faz parte de um esforço contínuo da PJC-MT para desarticular as ramificações de organizações criminosas no interior do estado.
Segundo o inquérito policial, os suspeitos detidos são apontados como executores de um roubo ocorrido recentemente na zona rural do município, onde mantiveram uma família como refém sob constante ameaça de morte. Além do roubo, o grupo é investigado por aplicar o chamado “salve” — uma punição física imposta pela facção — contra pessoas que supostamente descumprissem as “leis” do crime organizado na região. A prática de intimidação era usada para manter um clima de terror e garantir o silêncio da comunidade local.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes localizaram aparelhos celulares, porções de entorpecentes e vestimentas utilizadas nos crimes. A Polícia Civil destacou que a identificação dos faccionados foi possível graças ao trabalho de inteligência que cruzou dados de ocorrências anteriores e depoimentos sigilosos. “A prisão desses indivíduos é fundamental para quebrar a estrutura de comando local da facção e oferecer segurança à população de São José do Xingu”, afirmou o delegado responsável pela operação.
Os presos foram encaminhados à unidade prisional de Porto Alegre do Norte, onde permanecerão à disposição da Justiça. Eles responderão pelos crimes de roubo qualificado, associação criminosa armada e coação no curso do processo. A Polícia Civil reforça que o combate às facções criminosas é prioridade e que novas fases da operação podem ser deflagradas à medida que a análise dos materiais apreendidos avance, visando alcançar as lideranças que orquestram os crimes à distância.

