Iniciativa da Empaer-MT leva assistência técnica e tecnologias de plantio para fortalecer a produtividade de pequenos e médios produtores.
A “Rota do Café”, um dos programas estratégicos de diversificação agrícola do Governo de Mato Grosso, chegou esta semana aos municípios de Cotriguaçu e Juína. Coordenada pela Empresa de Mato Grosso de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer-MT), a iniciativa promove dias de campo e ciclos de palestras focados na transferência de tecnologia para o cultivo do café robusta amazônico. O objetivo central é capacitar produtores locais para que possam elevar a produtividade e a qualidade dos grãos, consolidando a região Noroeste como um novo polo cafeeiro no estado.
Durante as actividades, técnicos da Empaer partilharam informações fundamentais sobre a escolha das variedades clonais mais resistentes ao clima regional, técnicas de irrigação eficiente e manejo integrado de pragas. A proposta é que, com a adoção destas boas práticas, os agricultores familiares consigam saltar de uma produção de subsistência para uma escala comercial competitiva. O programa também destaca a importância da adubação correta e do acompanhamento técnico contínuo para garantir que o crescimento da produção seja sustentável a longo prazo.
Diversificação e Renda no Campo
A expansão da cafeicultura em Mato Grosso é vista pela Sedec-MT e pela Empaer como uma excelente alternativa para a diversificação das propriedades rurais que antes dependiam exclusivamente da pecuária ou de culturas de ciclo curto. O café, por ser uma cultura perene e com alto valor agregado, garante uma estabilidade financeira maior para as famílias do campo, além de gerar empregos diretos e indiretos nas fases de colheita e processamento.
Para os municípios de Cotriguaçu e Juína, a consolidação da Rota do Café representa uma injecção de ânimo na economia local. “Estamos a levar não apenas sementes e mudas, mas o conhecimento necessário para que o produtor seja o protagonista da sua transformação económica”, afirmou um dos coordenadores do projecto. Com o apoio da assistência técnica pública, a expectativa é que Mato Grosso continue a subir no ranking nacional de produção de café, aproveitando as condições favoráveis de solo e clima da região amazónica.

