Tensão no Oriente Médio e risco de interrupção no fornecimento global mantêm preços em patamares elevados nesta sexta-feira (13.03).
Os preços do petróleo voltaram a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril nesta sexta-feira (13 de março), impulsionados pela escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, atingiu os US$ 100,30, acumulando uma alta de aproximadamente 40% desde o início do ano. A volatilidade ocorre mesmo após a tentativa dos Estados Unidos de arrefecer o mercado com a liberação temporária de compras de petróleo russo que estava retido em navios.
A medida do Tesouro americano concedeu uma licença de 30 dias para a aquisição de cargas russas embarcadas até o dia 12 de março, visando aliviar a escassez global. No entanto, o alívio foi apenas pontual. Investidores seguem apreensivos com a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio mundial, o que poderia paralisar grande parte do fluxo energético global.
Reflexos no Brasil e Medidas do Governo
No cenário nacional, a disparada da commodity forçou o governo brasileiro a agir para conter o impacto no preço dos combustíveis. O presidente Lula anunciou a isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel, além de instituir uma subvenção para produtores e importadores. A estimativa é de uma redução de cerca de R$ 0,64 por litro nas bombas.
Para equilibrar as contas públicas diante da renúncia fiscal, foi criado um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, capturando parte dos lucros extraordinários das petroleiras. A Petrobras já confirmou a adesão ao programa de subvenção do governo, visando evitar o repasse imediato da volatilidade internacional aos consumidores e conter a pressão inflacionária no país.

