Zelensky e líderes europeus criticam relaxamento de sanções dos EUA à Rússia

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Governo Trump autorizou temporariamente a venda de petróleo russo parado no mar para conter a alta global de preços após guerra com o Irã.


O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, juntou-se a líderes da União Europeia nesta sexta-feira (13 de março) para expressar forte descontentamento com a decisão dos Estados Unidos de flexibilizar as sanções contra o petróleo russo. A medida, anunciada pelo Departamento do Tesouro americano, permite a comercialização temporária de cerca de 100 milhões de barris de petróleo bruto e derivados que estavam retidos em navios no mar (“armazenamento flutuante”).

A autorização é válida até 11 de abril e foca em cargas embarcadas antes do dia 12 de março. Segundo o governo dos EUA, a iniciativa visa aumentar a oferta global de energia e aliviar a pressão sobre os preços internacionais, que dispararam após o início do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã. O petróleo do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril, atingindo o nível mais alto em quase quatro anos devido à instabilidade no Estreito de Ormuz.

Reações Geopolíticas

Para Zelensky, qualquer relaxamento nas restrições financeiras a Moscovo representa um enfraquecimento da pressão contra a invasão russa na Ucrânia, que já dura quatro anos. Líderes europeus também demonstraram preocupação de que a medida possa dar fôlego económico ao Kremlin num momento crítico. Por outro lado, o enviado do Kremlin para assuntos económicos, Kirill Dmitriev, afirmou que a decisão é um reconhecimento de que o mercado global não pode ser estável sem a energia russa.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu a licença temporária como uma estratégia para evitar um choque económico global, garantindo que a medida não trará benefícios financeiros significativos a Vladimir Putin, já que os impostos sobre a extração já haviam sido recolhidos. Além desta liberação, os EUA anunciaram o uso de 172 milhões de barris de sua própria reserva estratégica, integrando um plano internacional para colocar até 400 milhões de barris no mercado.

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