Ataques reivindicados pelo Irão atingem embarcações comerciais em ponto estratégico de escoamento de petróleo; tripulantes estão desaparecidos.
Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira (11 de março) na região do Estreito de Ormuz, um dos principais pontos de tensão na guerra que envolve o Médio Oriente. O Irão reivindicou a autoria dos ataques a duas das embarcações, elevando o estado de alerta global devido à importância estratégica desta via marítima, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito consumido no mundo.
Entre os navios atingidos por “projéteis desconhecidos”, destacam-se:
- Mayuree Naree (Tailândia): Um graneleiro que pegou fogo após o impacto. Dos tripulantes, 20 foram resgatados, mas três permanecem desaparecidos.
- One Majesty (Japão): Um porta-contentores que sofreu danos leves a noroeste de Ras Al Khaimah (Emirados Árabes Unidos). A tripulação está a salvo.
- Star Gwyneth (Ilhas Marshall): Um graneleiro com danos no casco após ser atingido perto de Dubai.
- Express Rome (Libéria): A quarta embarcação mencionada, em direção à qual a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter disparado.
Impacto Económico e Reação Internacional
O bloqueio e a insegurança no Estreito de Ormuz causaram uma reação imediata nos mercados financeiros. O preço do barril de petróleo Brent subiu mais de 5%, ultrapassando os 92 dólares. Analistas alertam que o custo do seguro para navegação na região pode tornar-se proibitivo, ameaçando paralisar rotas comerciais vitais.
Em resposta, os Estados Unidos e países europeus já discutem a possibilidade de enviar navios de guerra para escoltar embarcações comerciais. Recentemente, as Forças Armadas dos EUA destruíram 16 embarcações iranianas que estariam a instalar minas navais na região. Enquanto o conflito escala, a Agência Internacional de Energia (AIE) estuda recorrer a reservas estratégicas para evitar um choque de abastecimento global.

