Pivetta propõe expansão de guardas municipais armadas para “desorganizar o crime” em Mato Grosso

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O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, apresentou uma das propostas centrais de sua pré-campanha voltada à segurança pública: a implementação e o fortalecimento de guardas municipais armadas nas 20 principais cidades do Estado. Segundo o gestor, a medida visa atuar de forma integrada com as polícias Militar e Civil, preenchendo lacunas territoriais onde o Estado possui menor presença ostensiva.

O objetivo estratégico, de acordo com Pivetta, é “desorganizar o crime” e conter o avanço das facções criminosas. “É um policiamento complementar que vai ajudar muito a mitigar esses crimes e também combater o crime organizado e as facções. Nosso foco é estar em todos os endereços, em todos os lugares. O grande problema do crime acontece onde o Estado está ausente”, afirmou em entrevista.

Modelo e Alcance

A proposta baseia-se em experiências bem-sucedidas em municípios mato-grossenses, como Lucas do Rio Verde — onde Pivetta foi prefeito por três mandatos — e Várzea Grande, que já contam com corporações locais. A ideia é que essas guardas atuem com foco no policiamento comunitário em bairros, escolas, unidades de saúde (PSFs) e áreas residenciais, permitindo maior aproximação com a população e prevenção proativa da criminalidade.

Atualmente, apenas cerca de 11 municípios em Mato Grosso possuem guarda municipal. A meta do plano é ampliar essa capilaridade nas 20 maiores cidades, garantindo que o poder público esteja mais presente no cotidiano dos cidadãos.

Segurança Pública e Feminicídio

Pivetta reforçou que a Segurança Pública continuará sendo uma prioridade, citando a continuidade do programa “Tolerância Zero”. Embora tenha destacado a redução de diversos indicadores criminais no Estado, o vice-governador reconheceu o desafio persistente no combate ao feminicídio. Para enfrentar este cenário, o governo aposta no fortalecimento de políticas públicas de proteção à mulher, incluindo a criação do Gabinete da Mulher, que visa integrar secretarias para oferecer suporte que vai da qualificação profissional à habitação.

A proposta de segurança e a atuação integrada entre forças estaduais e municipais devem figurar como pontos centrais do debate político nos próximos meses, à medida que a estrutura de propostas para as eleições se consolida.

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