Governador alerta para risco de insolvência do Estado caso sucessor não tenha perfil técnico e critica gestões anteriores
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que Mato Grosso corre o risco de sofrer um colapso financeiro caso o próximo gestor do Palácio Paiaguás não possua experiência e seriedade na condução da máquina pública. Em entrevista à Rádio Band Juína nesta terça-feira (24.02), o chefe do Executivo estadual alertou para a possibilidade de descontinuidade administrativa nas eleições deste ano.
“Se tiver gente séria no Governo, nos próximos anos, vai fazer muita coisa. Se colocar vagabundo, inexperiente, pode ter certeza que em dois anos o Estado quebra de novo”, declarou Mendes. A fala ocorreu enquanto o governador comentava sobre o planejamento de obras para a região Noroeste, citando as pavimentações necessárias na divisa com Rondônia.
Durante a entrevista, o governador recordou o cenário de crise herdado do ex-governador Pedro Taques (PSB), mencionando atrasos de até seis meses no pagamento de fornecedores e de onze meses na área da saúde. Segundo Mendes, sua gestão e a do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiram o Estado com uma dívida de R$ 3,9 bilhões.
Embora não tenha citado nomes de adversários diretamente, Mendes elogiou o perfil de seu pré-candidato, Otaviano Pivetta, descrevendo-o como um “homem sério, competente e que conhece a máquina pública” devido à sua trajetória como prefeito de Lucas do Rio Verde. O governador comparou o volume de obras rodoviárias, destacando que sua gestão pretende encerrar o mandato com 7 mil quilómetros de pavimentação, superando o acumulado histórico do Estado.
Em relação às demandas da região, Mendes explicou que a pavimentação da MT-183, ligando Juína a Aripuanã, deverá ficar para um próximo Governo, uma vez que a prioridade atual é a conclusão da MT-170, que une Juína a Campo Novo do Parecis. O governador reforçou que a manutenção do equilíbrio fiscal é a única garantia de que esses investimentos continuem a ser executados nos próximos ciclos políticos.

