Polícia Civil e Sema desarticulam rinha de galos na região do Engordador, em Várzea Grande

Polícia

Uma operação integrada entre a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) resultou na desarticulação de um local destinado à prática de rinha de galos. A ação ocorreu na região da Estrada do Engordador, no município de Várzea Grande, após denúncias indicarem a ocorrência de maus-tratos a animais.

Ao chegarem ao endereço, as equipes constataram a existência de uma estrutura montada para o combate clandestino entre aves. O proprietário da área foi identificado e detido para prestar esclarecimentos às autoridades. Durante a vistoria, os policiais encontraram 14 galos, além de galinhas e pintinhos, vivendo em condições que evidenciavam a prática ilícita.

Indícios de Maus-Tratos e Apreensões

Os agentes observaram lesões visíveis nas aves, como cristas e esporas cortadas, além de ferimentos recentes compatíveis com combates, caracterizando o crime de maus-tratos. No local, foram apreendidos diversos materiais utilizados na preparação e no treinamento dos animais para as rinhas, incluindo equipamentos de ventilação, seringas, medicamentos, uma chocadeira com ovos e apetrechos como biqueiras e esporas artificiais.

Uma arena (roda de combate) também foi identificada na propriedade, mas devido a limitações logísticas, não pôde ser removida. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para documentar a cena do crime e colher provas que fundamentarão o inquérito policial.

Investigação e Combate ao Crime Ambiental

O caso será conduzido pela Dema, que dará continuidade às investigações para apurar a extensão do esquema. A Polícia Civil reitera que a prática de rinhas de galo é um crime ambiental grave, sujeito a penalidades severas previstas na legislação brasileira. As forças de segurança reforçam o compromisso em intensificar o monitoramento e a repressão a esse tipo de atividade, que impõe sofrimento desnecessário aos animais e desrespeita as normas de proteção ambiental vigentes em Mato Grosso.

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