Projeto apoiado pela Fapemat busca variedades mais robustas contra doenças e técnicas de manejo que otimizem a produção no Estado
Pesquisadores de Mato Grosso, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), estão desenvolvendo novas cultivares de abacaxi focadas em solucionar os principais gargalos da produção local. O estudo prioriza a criação de variedades que apresentem alta resistência a doenças, especialmente à fusariose — principal praga que atinge a cultura no Brasil —, além de buscar plantas que facilitem o manejo no campo e garantam maior produtividade por hectare.
O projeto é desenvolvido de forma multidisciplinar e utiliza cruzamentos genéticos para obter frutos que, além de resistentes, possuam características comerciais atrativas, como equilíbrio entre acidez e doçura (brix) e boa resistência para o transporte. A pesquisa também engloba o estudo de técnicas de manejo adaptadas ao solo e clima de Mato Grosso, visando reduzir o uso de defensivos químicos e aumentar a rentabilidade do produtor rural.
Segundo a Fapemat, o investimento em biotecnologia aplicada à fruticultura é estratégico para diversificar a economia agrícola do Estado. Com o desenvolvimento dessas novas cultivares, a expectativa é que pequenos e médios produtores tenham acesso a mudas de alta qualidade, diminuindo as perdas na colheita e fortalecendo a cadeia produtiva do abacaxi em polos regionais de produção.
Os resultados preliminares dos campos experimentais demonstram que as novas linhagens têm se adaptado bem às variações térmicas de Mato Grosso. Além do ganho genético, os pesquisadores oferecem capacitação técnica para que os produtores adotem as melhores práticas de plantio, garantindo que a inovação científica saia dos laboratórios e chegue efetivamente às propriedades rurais mato-grossenses.

