Mato Grosso iniciou o ano de 2026 com um saldo altamente positivo na geração de empregos com carteira assinada. Segundo os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados a 3 de março, o estado registou a criação líquida de 18.731 novos postos de trabalho no mês de janeiro.
O resultado é fruto de 69.821 admissões face a 51.090 desligamentos, elevando o estoque total de vínculos formais ativos em Mato Grosso para 994.293. Com este desempenho, Mato Grosso destacou-se no cenário nacional, apresentando o segundo maior saldo absoluto de empregos do país, ficando atrás apenas de Santa Catarina. Em termos de expansão relativa, o estado ocupou a liderança nacional, com um crescimento de 1,9% no seu estoque de empregos.
Destaques Setoriais e Municipais
A agropecuária foi o motor da economia mato-grossense no primeiro mês do ano, sendo responsável pela criação de 10.074 postos de trabalho. O setor de serviços também manteve um ritmo robusto, com um saldo de 5.074 novas vagas. Os demais setores da economia estadual também encerraram janeiro com resultados positivos: construção civil (+1.637), indústria (+1.102) e comércio (+844).
No âmbito municipal, a capital, Cuiabá, liderou a geração de empregos no estado, com um saldo de 2.401 vagas. O ranking das cidades com melhor desempenho também inclui Sorriso (+1.377), Sinop (+1.220), Lucas do Rio Verde (+859) e Rondonópolis (+773).
Este cenário de aquecimento do mercado de trabalho está alinhado com indicadores recentes do mercado regional, incluindo os dados da PNAD Contínua (IBGE), que apontam Mato Grosso com uma das menores taxas de desocupação do Brasil. A manutenção destes números reforça a tendência de crescimento económico sustentado do estado, apoiada pela força do agronegócio e pelo dinamismo das atividades de apoio e serviços.

