A Secretaria de Estado de Educação (SEDUC-MT) inicia o processo de consulta democrática para que pais, alunos e servidores deliberem sobre a transição para o novo modelo pedagógico em unidades específicas.
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT) anunciou uma iniciativa de gestão democrática que define o futuro de 17 unidades escolares estaduais. O órgão abriu, oficialmente, o processo de consulta pública para que a comunidade escolar decida, através do voto, sobre a possível implementação do modelo de Escola Estadual Militar (cívico-militar).
A medida reflete a diretriz da pasta em garantir que a mudança na gestão pedagógica e administrativa das escolas conte com o aval direto daqueles que compõem o ecossistema educacional: pais, alunos, professores e demais servidores da educação. O modelo cívico-militar, que propõe uma gestão compartilhada entre a Secretaria de Educação e a Polícia Militar, tem como um de seus pilares a disciplina e o fortalecimento de valores cívicos no ambiente escolar.
Como funciona a Consulta
O processo de escolha é conduzido de forma transparente e organizada, seguindo critérios que asseguram a participação ampla dos envolvidos. O objetivo da SEDUC-MT é colher a opinião majoritária de cada comunidade escolar específica antes de qualquer decisão final. Cada escola passará por uma votação onde os integrantes da comunidade educacional poderão manifestar, de forma direta, se concordam ou não com a transição para o modelo cívico-militar.
A importância desta consulta reside na legitimação da proposta. Para que a adoção do modelo ocorra, é fundamental que a adesão seja fruto de um debate maduro e de uma escolha deliberada dos que vivenciam o dia a dia da escola. As datas, horários e locais de votação estão sendo comunicados pelas direções de cada uma das 17 unidades escolares participantes, garantindo que o acesso ao voto seja amplamente acessível aos pais e responsáveis dos estudantes.
A SEDUC-MT reforça que o resultado da consulta será o balizador para as ações do governo, respeitando a autonomia e a voz de cada unidade escolar incluída neste processo.

