Mestre em Matemática e braço direito de Pivetta, militar torna-se a primeira mulher a chefiar a instituição em Mato Grosso
A história da segurança pública de Mato Grosso ganhou um novo e marcante capítulo no último dia 7 de abril. Ao ser anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) como a nova chefe do Gabinete Militar, a sargento Adriana Rodrigues não apenas assumiu um posto estratégico no Palácio Paiaguás, mas tornou-se a primeira mulher a comandar a instituição em toda a história do Estado. O feito, no entanto, é apenas o ápice de uma trajetória marcada por rigor intelectual e uma lealdade forjada no cotidiano da administração pública.
Adriana ingressou nas fileiras da Polícia Militar de Mato Grosso em 2008. Desde então, sua carreira foi pautada por uma dualidade rara: a disciplina operacional da farda e uma busca incessante pelo conhecimento acadêmico. Longe do estereótipo de uma segurança puramente tática, a sargento construiu um currículo robusto: é graduada em Direito, mestre em Matemática e especialista em Libras e educação inclusiva. Essa versatilidade intelectual permitiu que ela transitasse com facilidade entre a estratégia de segurança e a gestão administrativa.
A ascensão ao cargo máximo do Gabinete Militar não foi obra do acaso. Adriana é, reconhecidamente, uma das pessoas mais próximas e da estrita confiança de Otaviano Pivetta. Essa relação de parceria consolidou-se a partir de 2021, quando ela assumiu a chefia de gabinete da Vice-Governadoria. Durante os anos em que Pivetta atuou como vice, Adriana foi sua sombra institucional, garantindo que a engrenagem do gabinete funcionasse com precisão matemática.
A nomeação foi defendida pela Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, que destacou ser prerrogativa exclusiva do governador a escolha para cargos de confiança. A entidade reforçou que a sargento possui serviços prestados e plena capacidade para gerir o órgão.
Para a entidade vinculada aos praças, a escolha não representa uma quebra na hierarquia da PM, mas sim o reconhecimento de que “competência, preparo e lealdade institucional devem prevalecer acima de qualquer outro critério”.
Agora, à frente de uma estrutura tradicionalmente ocupada por oficiais homens de alta patente, a sargento Adriana Rodrigues assume a responsabilidade de zelar pela integridade do chefe do Executivo e pela logística aérea do Estado. Sua presença no topo da hierarquia do Gabinete Militar é um lembrete de que a excelência técnica e a dedicação ao serviço público não possuem gênero nem se restringem a patentes, mas se fundamentam em resultados.

