Operação Gorjeta: investigação sobre desvio de emendas a partir de dados apreendidos em investigação anterior

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Uma nova frente de investigação que resultou na Operação Gorjeta teve início após dados extraídos do celular do vereador Chico 2000 (sem partido) serem encontrados no decorrer de outra apuração policial. A descoberta de indícios eletrônicos reforçou suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares impositivas para direcionar recursos públicos de maneira irregular.

O vereador, que chegou a ser afastado do mandato por decisão judicial, é suspeito de ter destinado valores elevados em emendas para eventos esportivos em Cuiabá, incluindo corridas de rua, por meio de um instituto sem fins lucrativos e empresas relacionadas. Entre os recursos analisados, constam valores significativos repassados ao Instituto Brasil Central ao longo de vários anos, com parte deles sendo objeto de escrutínio pela investigação.

Os elementos obtidos na análise das comunicações permitiram à autoridade policial instaurar um novo inquérito para apurar, em tese, crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com prejuízo à administração pública municipal. Além do vereador, a operação atinge servidores, empresários e entidades que teriam participado do esquema investigado.

As diligências continuam em andamento, com mandados, bloqueios patrimoniais e afastamentos de funções, enquanto a Polícia Civil amplia a apuração para identificar a extensão das alegadas irregularidades e o destino final dos recursos públicos envolvidos na investigação.

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